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AGROECOLOGIA

OBSERVATÓRIO DO USO DE AGROTÓXICOS E DA AGROECOLOGIA EM MINAS GERAIS

agro

Em sentido amplo, a Agroecologia pode ser vista como uma filosofia de vida assentada no paradigma que a Terra, nossa casa comum, é uma concessão das gerações futuras às gerações do presente, as quais devem assumir o compromisso de devolvê-la em iguais condições, possibilitando vida aos que virão. Seus adeptos se sabem frutos da natureza e a ela se misturam. Disso decorre a construção de modos de vida e de produção sob princípios da sustentabilidade com viabilidade econômica e redução drástica de insumos agroquímicos e energéticos externos.

 

Em seu sentido restrito,  agroecologia é a ciência destinada ao estudo de métodos e técnicas de manejo de diferentes ecossistemas que, ponderando sua delicada articulação entre o todo e as partes, deve equacionar o difícil problema imposto pelas necessidades básicas dos seres vivos e  limitação dos  recursos naturais , para os quais dirigem sua inventividade em busca de  meios de sua conservação e ampliação.

 

Esta página é dedicada a divulgar iniciativas da agroecologia como de feiras de alimentos saudáveis e criações produzidas sob parâmetros da sustentabilidade, seminários, cursos, dissertações e teses abordando a temática.

 

Visite, divulgue, participe!

 

Justificativa

O conjunto de teorias econômicas prevalente em vastas regiões do Planeta adota proposições que explicam o sistema de produção de mercadorias, bens ou serviços como processo independente da natureza, apelidada de ‘externalidade’ por alguns teóricos do último século.  Para seus adeptos, o centro da questão está no mercado em torno do qual circulam fluxos monetários, dinheiro, produtores, consumidores. Para estes, a economia se resumiria, afinal, apenas ao valor de troca. Esta visão tradicional será colocada em xeque por ocasião do lançamento do livro “A lei da entropia e o processo econômico’ (1971), de autoria do matemático e estatístico Nicholas Georgescu-Roegen. Este autor, operando conceitos termodinâmicos, defenderá a principalidade da natureza nos processos produtivos, sublinhando a incapacidade da natureza responder demandas ilimitadas do sistema de produção em larga escala. O autor e seu exercício relacionando a segunda lei da termodinâmica aos processos econômicos foram ignorados por muito tempo. De todo modo, ali surgiam então os primeiros postulados da economia ecológica, cuja paternidade lhe foi atribuída. A este respeito, Cavalcanti afirma que ‘’ (...) A crescente percepção de que o sistema ecológico de sustentação da vida encontra-se cada vez mais ameaçado constitui, deveras, o ponto de partida da reflexão que deu origem formal à economia ecológica. Há um enfrentamento constante entre natureza e sociedade, meio ambiente e economia, com incertezas, percalços, urgências e novas fronteiras. Conflitos aparecem desafiando a tendência à valoração puramente monetária (como a do “mercado”, por exemplo) de situações essenciais para a vida humana. Na Economia Ecológica um tema central é exatamente a incomensurabilidade de valores diante do econômico’’. (Cavalcanti, Clóvis. Concepções da economia ecológica: suas relações com a economia dominante e a economia ambiental. Estudos Avançados, 24(68), 53-67. 2010).

 

Reconhece-se que a obra de Goergescu-Roegen incorporava o espírito dos anos 1970, um tempo prodigioso na geração de diversos movimentos contestatórios à ordem econômica e modelo cultural subjacente, quando vieram à tona experimentos de grupos sociais vivendo em sociedades alternativas. Ao mesmo tempo, a ONU e Clube de Roma publicavam respectivamente, o Relatório Brundtland e Relatório Meadows , ambos demonstrando impactos preocupantes  oriundos da relação entre desenvolvimento econômico, alterações climáticas e depredação dos  ecossistemas. Desde então, o pensamento ecológico vem conquistando adeptos ao redor do Planeta, ora são movimentos sociais que o tomam como causa e projeto de vida, ora é a academia que lhe legitima como área científica. Neste sentido, a ecologia não é nova, vez que Ernest Haeckel cunhara o termo desde 1866. Este a definiu como ramo da biologia encarregada de desenvolver estudos sobre as relações entre meio ambiente e seus seres vivos, aí compreendidas sua distribuição, abundância e as múltiplas interações que definem tal distribuição. Na atualidade, a ecologia como ciência é uma área em ascensão composta por diversas subdisciplinas, a exemplo da agroecologia, que segundo literatura consultada, é a ciência que estabelece os princípios ecológicos para a  identificação de  agroecossistemas administrados sob a lógica da sustentabilidade , conservação dos recursos  naturais ,respeitando a cultura tradicional  dos povos locais, sob  princípios socialmente justos e economicamente viáveis.

 

Assim, a criação desta página dedicada à agroecologia expressa o esforço do FMCA em divulgar iniciativas agroecológicas em Minas Gerais, disponibilizando a produção científica desta ciência e outras informações que favoreçam o engajamento social de novos sujeitos ainda não implicados e que possam contribuir para o fortalecimento da agroecologia no Estado. São tentativas de apoiar a cidadania mineira no alcance de alimentação segura e saudável, na expectativa de repercussões positivas na saúde pública, na saúde dos trabalhadores (as), somadas à intenção de cooperar para a preservação dos ecossistemas.

 

Objetivo Geral

Divulgar estudos e pesquisas enfocando a variedade de conteúdos multidisciplinares afetos à agroecologia e iniciativas práticas próprias deste campo científico, referenciando e estimulando a produção de novos conhecimentos sobre a temática.

 

Objetivo Específico

Estimular formação de parcerias entre as instituições integrantes do FMCA, rede de pesquisadores e movimentos sociais que se envolvem com a prática agroecológica;

 

Identificar as iniciativas agroecológicas para subsidiar a criação do inventário geo- agroecológico de Minas Gerais;

Promover encontro entre produtores agroecológicos contribuindo para a troca de experiencias, geração de novos saberes e fortalecimento de seus laços sociais;

 

Manter e alimentar plataforma digital única concentrando publicações sobre agroecologia em Minas Gerais, facilitando o acesso dos estudiosos do tema a documentos, teses, e-books, dissertações, artigos, legislação, agenda de eventos, dentre outros;

 

Estimular a produção de pesquisas multidisciplinares tratando de alimentação segura e seus benefícios à saúde pública e à saúde dos trabalhadores;

 

Fornecer subsídios à formulação de políticas públicas dirigidas ao cuidado com a saúde pública. 

 

Metodologia

O Observatório do uso dos agrotóxicos e da agroecologia, como plataforma virtual, se encontra amparada no site da Fundacentro – Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho, entretanto, sua manutenção e alimentação é um trabalho de parceria das instituições que integram o FMCA, conforme disposto em página inicial. (aqui). Sua alimentação se dá por intermédio de rastreamento para a identificação de materiais bibliográficos em sites específicos dos centros de produção de conhecimento, sites governamentais, mídias, dentre outros. Para a localização dos materiais bibliográficos, são usadas palavras chave relacionadas com o thesaurus da agroecologia e disposição do formato desta página: documentos, biblioteca, clippings, agenda, cursos e de eventos, links uteis. 

 

Resultado Esperado

Dados e informações do estatuto científico da agroecologia em Minas Gerais sistematizados.

 

Iniciativas agroecológicas identificadas, inventariadas e disponibilizadas para o público em geral. 

 

FUNDACENTRO - Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho.
Sede: Rua Capote Valente, Nº 710 - CEP: 05409-002 - SÃO PAULO-SP - BRASIL - CAIXA POSTAL: 11.484 / CEP: 05422-970
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