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Fundacentro participa de Sipat em Refinaria no Rio de Janeiro

Foto: Centro Estadual do Rio de Janeiro

Instituição fomenta discussão sobre assédio moral e organizacional

Por Fundacentro/ACS - Cristiane Reimberg em 11/07/2019

A Fundacentro (Centro Estadual do Rio de Janeiro) levou a discussão sobre assédio moral para a Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho – Sipat da Refinaria Duque de Caxias – Reduc, da Petrobras, na Baixada Fluminense, região metropolitana do Rio de Janeiro. A Sipat ocorreu entre os dias 24 e 28 de junho, em conjunto com a Semana da Saúde e do Meio Ambiente.

O analista em ciência e tecnologia da Fundacentro, Emerson Teixeira, abordou o tema “Assédio Moral e Organizacional como fenômenos no mundo do trabalho: desafios da atualidade para enfrentar as violências e produzir saúde”. A palestra contou com a presença de 120 trabalhadores da indústria do petróleo, próprios e terceirizados, de manutenção, turnos e administrativos.

“Foi uma experiência singular de diálogo e discussão de uma temática que continua mobilizando trabalhadores e empregadores. O assédio moral no trabalho é um instrumento de produção de sofrimento e adoecimento. O tom da conversa foi conduzido numa perspectiva de irmos além da relação dual e binária que coloca o assediador de um lado e assediado de outro (individualizando/pessoalizando)”, explica o servidor da Fundacentro do Rio de Janeira.

Emerson Teixeira aponta a necessidade de compreender o assédio moral na perspectiva da organização do trabalho, que pode produzir práticas e modos de funcionar que sustentam e reforçam o assédio. Essa perspectiva deve ser adotada sem perder de vista os rituais de humilhações e constrangimentos em que o assédio moral se manifesta.

“Na importante relação entre o trabalho e a saúde vimos que o trabalho também é operador de saúde. Para tal o olhar para a organização do trabalho é fundamental. Na concepção de novos trabalhos, discussões das (re)normatizações dos modos de ser (nas relações) e fazer o trabalho, a participação do trabalhador que conhece o seu trabalho melhor que ninguém é crucial”, afirma Emerson.

“Vimos que a produção de saúde no trabalho também requer a composição entre trabalhadores e o fomento de suas caixas de ferramentas para enfrentar e resistir às formas de violência nas relações de trabalho, a exemplo do assédio moral e organizacional”, completa.

Teixeira é doutorando em Psicologia pela Universidade Federal Fluminense/UFF, mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ e especialista em Gestão de Recursos Humanos para a Saúde pela Fiocruz.

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