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Assédio moral impede a valorização do trabalho doméstico na Bahia

Foto: CRBA

Evento reuniu mais de 20 participantes no Parque de Cultura Pirajá em Salvador

Por Fundacentro/ACS - Alexandra Rinaldi, com informações de Ana Soraya Bonfim do CRBA em 12/07/2019

Trabalhadores e trabalhadoras domésticas da Bahia estiveram reunidos no sábado (6) para discutir como o assédio moral pode interferir na valorização do trabalho.

O tema fez parte da roda de conversa coordenada pela Fundacentro (Centro Regional da Bahia) e parceiros, e teve como objetivo apresentar informações relevantes sobre o assédio moral, formas de prevenção e o combate a estas formas de violência.

De acordo com Ana Soraya Villas Boas Bonfim, servidora da Fundacentro e coordenadora do evento, o assédio moral no trabalho promove a exposição dos trabalhadores a situações de humilhação, constrangimento, violência e maus tratos. Tais situações trazem deterioração às condições de trabalho, bem como atentados à dignidade humana e seus efeitos são nocivos à saúde e vida dos trabalhadores.

Para ela, algumas formas de prevenir e combater essas práticas, seria promover a luta de classes, onde o coletivo e a organização ajam de forma a coibir os atos praticados. “É por meio da solidariedade e da recuperação da autoestima, da dignidade e da identidade de cada profissional, que é possível combater o assédio moral no trabalho”, diz.

O Sindicato dos Trabalhadores Domésticos do Estado da Bahia (Sindoméstico), abordou durante a roda de conversa, a aprovação da convenção histórica da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que trata da violência e assédio no trabalho, reconhece que a violência e o assédio levam à violação ou abuso dos direitos humanos, além de ser uma ameaça à igualdade de oportunidades e incompatíveis com o trabalho decente.

A roda de conversa da Fundacentro fez parte dos desdobramentos das 06 oficinas “Trabalho Doméstico, Riscos e Repercussões na Saúde” realizadas em duas regiões de Salvador, Doron e Parque São Bartolomeu, no ano de 2018. É também uma continuidade das ações de Valorização do Trabalho Doméstico na Bahia (Agenda Bahia de Trabalho Decente/Câmara Temática Eixo Trabalho Doméstico).

O encerramento da roda de conversa contou com dinâmica de trabalho, com ações em coletividade conhecida como “Ninguém solta a mão de ninguém”, coordenada por Cristiane Lopes do Movimento de Cultura Popular do Subúrbio (MCPS). Outro momento importante foi a apresentação de cantos com Milca Martins, do Sindoméstico.

A realização do evento teve a participação do SETRE/Agenda Bahia do Trabalho Decente/Câmara Temática Eixo Trabalho Doméstico; Sindoméstico e Movimento de Cultura Popular do Subúrbio (MCPS).

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