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Fundacentro debate os desafios dos Sistemas de Gestão da SST

Fundacentro debate os desafios dos Sistemas de Gestão da SST

Adotar modelo melhora condições de trabalho, desempenho em segurança e saúde, imagem das empresas e agrega valor ao negócio

Por Fundacentro - ACS/ Cristiane Reimberg em 21/10/2019

O início do mês de outubro, na Fundacentro, foi marcado pela realização do Simpósio Nacional sobre Sistemas de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho: desafios e perspectivas para a realidade brasileira. O evento foi realizado na sede da instituição em São Paulo/SP, buscando mostrar os modelos existentes na área.

“A norma ISO 45001, voltada para gestão em SST, foi publicada pela ISO em março de 2018. Até dezembro daquele ano foram emitidos 11.952 certificados baseados nessa norma no mundo. Desse total, 7.836 foram emitidos na China. O Brasil teve apenas 29 certificados emitidos de acordo com essa norma”, explica o tecnologista da Fundacentro, José Damásio de Aquino.

“O benefício da abordagem sistêmica tem sido comprovado pelos resultados das normas ISO... Há evidências consideráveis de que se forem tomados os cuidados necessários, haverá melhorias substanciais e sustentáveis do desempenho da SST na medida em que os valores e crenças prevencionistas vão permeando a cultura das organizações”, completa o diretor técnico da Fundacentro, Marcelo Prudente.

Segundo o tecnologista Rogério Galvão, a Fundacentro tem acompanhado o tema gestão em SST há décadas com a realização de estudos, com a observação do desenrolar dos sistemas internacionais e a participação em discussões nacionais. “A ISO 45001 está mexendo com a área de SST de forma bastante incisiva e, com a revisão das NRs, teremos um programa de gerenciamento de riscos”, afirma.

Discussões

O evento foi dividido em dois painéis. O primeiro, Contextualização Internacional e Nacional, teve a coordenação de José Damásio de Aquino. O pesquisador da Fundacentro, Gilmar Trivelato, apresentou a palestra “Desafios e perspectivas da promoção de sistema de gestão da SST”, destacando o caráter voluntário dos sistemas. Como um processo de gestão de riscos, deve ir além da conformidade legal. A implantação visa à melhora do desempenho em SST e agregar valor ao negócio. Entre os desafios estão adaptá-los às pequenas e médias empresas e promover a participação dos trabalhadores.

A visão da área da saúde também esteve presente nas discussões. O médico Alberto Ogata, que coordena o laboratório de Inovação Assistencial da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), mostrou quais são os instrumentos de promoção da gestão da SST veiculados pela Organização Mundial da Saúde – OMS. Já o médico Mario Bonciani, presidente da Associação Paulista de Medicina do Trabalho – APMT, falou sobre os instrumentos de promoção da gestão da SST veiculados pela Organização Internacional do Trabalho – OIT.

Ogata mostrou os princípios fundamentais do modelo global para ambientes de trabalho saudáveis: compromisso da liderança com base em valores fundamentais ; envolver os trabalhadores e seus representantes; análise das lacunas; aprender com os outros; sustentabilidade; e integração. “Um ambiente de trabalho saudável é aqueles em que os trabalhadores e gestores colaboram para o uso de um processo de melhoria contínua da proteção e promoção da segurança, saúde e bem-estar de todos os trabalhadores e para a sustentabilidade do ambiente de trabalho”, destacou em sua apresentação. Outro aspecto abordado foi a importância do fortalecimento do Sistema Único de Saúde – SUS com o envolvimento da área de SST.

Já Bonciani ressaltou que não existe processo de Gestão em SST se não houver documentação, o que não significa burocratização. Esses documentos devem ser adequados à dimensão e à natureza da atividade. A comunicação também é essencial. Deve-se assegurar que a informação relativa à SST circule entre os níveis e funções da organização. As preocupações e as ideias dos trabalhadores e seus representantes sobre assuntos da SST precisam ser recebidas, consideradas e atendidas.

Por fim, Annamaria Serrano, da Associação Brasileira de Avaliação da Conformidade (Abrac) falou sobre o histórico do desenvolvimento de normas para Sistemas de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional (OHSMS).

O segundo painel, Reflexão de atores governamentais e sociais, foi coordenado pelo tecnologista da Fundacentro Robson Spinelli. As apresentações foram feitas pelo engenheiro Rogério Galvão, que é servidor da instituição, pelo procurador Ronaldo Lira, do Ministério Público do Trabalho – MPT, e por Madalena Margarida da Silva, da Central Única dos Trabalhadores – CUT.

Saiba mais

Acesse os PDFs das apresentações dos palestrantes na área de eventos realizados do portal da Fundacentro.

Veja as fotos do evento na página do Facebook institucional.

Assista aos vídeos da abertura do evento no Instagram da Fundacentro

Marcelo Prudente – parte 1 e parte 2

Rogério Galvão

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