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Impactos das nanotecnologias na saúde dos trabalhadores foi tema discutido no CTN

Impactos das nanotecnologias na saúde dos trabalhadores foi discutido no CTN

A discussão ocorreu na sala de reunião da Coordenação de Higiene do Trabalho (CHT)

Por ACS/ Débora Maria Santos em 06/04/2018

Ontem, 05 de março, na Fundacentro de São Paulo (Centro Técnico Nacional – CTN), realizou-se reunião para discutir os impactos das nanotecnologias na saúde dos trabalhadores e no meio ambiente.

Participaram da discussão, a pesquisadora Arline Abel Arcuri e o assistente em ciência e tecnologia da Fundacentro, Jorge Marques Pontes, ambos da Fundacentro de São Paulo; Tiago Maestro de Soares do Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB); Bruno F. Oliveira do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo; Paulo Roberto Martins da Rede de Pesquisa em Nanotecnologia, Sociedade e Meio Ambientes (Renanossoma); Mauricio Berger do Instituto de Investigação e Formação em Administração Pública da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Córdoba, da Argentina; e Daniela Correia Salzgeber do Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho (Diesat).

Por videoconferência, os pesquisadores da Fundacentro Luis Renato Balbão Andrade, do Rio Grande do Sul; Valéria Ramos Soares Pinto e José Renato Schmidt, ambos de Santa Catarina; Mey Rose de Mello Pereira Rink , do Paraná; Maria de Fátima Torres Faria Viegas, da Fundacentro do Rio de Janeiro.

A reunião teve como intuito discutir vários assuntos referentes as iniciativas, projetos em desenvolvimento e assuntos fomentados a respeito das nanotecnologias. Durante as discussões, os especialistas destacaram a recente reunião com o procurador Patrick Maia Merisio, do Ministério Público do Trabalho de São Paulo (MPT), na qual resultou em uma proposta de desenvolver um projeto que tem como propósito conhecer os impactos dos nanomateriais na saúde dos trabalhadores do setor metalúrgico.

Essa tratativa foi realizada no próprio MPT, em março, também estiveram presentes os especialistas do Dieese, Diesat e sindicalistas do Sindicato dos Metalúrgicos de Jaguariúna e Região (SindMetal) e do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas Mecânicas e de Material Elétrico de Guarulhos e Região.

Arline Arcuri e Jorge Pontes informaram que o próximo passo é realizar uma pesquisa qualitativa. Em fase de adaptação, foi destacado que o tema riscos na nanotecnologia é muito amplo, por isso o recorte temático da pesquisa se pautará nos riscos e percepções sociais das novas tecnologias.

Cada especialista e sindicalista que estão envolvidos nesse projeto contribuíram com informações que possam agregar tanto no questionário quanto nas atividades que serão desenvolvidas ao longo das discussões do projeto. “Com as contribuições sobre as perguntas que podemos colocar no questionário, será possível adaptá-lo e traçar um caminho para obter informações que possam inserir no projeto. Para isso, precisamos saber qual é o risco, e o setor metalúrgico que estudaremos. Existem seis segmentos do setor metalúrgico, sendo que a categoria metalúrgica soma 2,5 milhões de trabalhadores, em São Paulo, são 43%”, informa Pontes.

Completa que o importante é eleger qual segmento entrará no projeto para que a partir dele possa dar resultado efetivo.

A próxima reunião para definir alguns pontos está prevista para ocorrer no dia 16 de maio, no Ministério Público do Trabalho (MPT).

Nota Técnica

A Fundacentro disponibilizou para consulta no subsite temático “Nanotecnologia”, a Nota Técnica nº 01/2018, sobre “Os desafios da saúde e segurança no trabalho para uma produção segura com o uso de nanotecnologia”.

Sobre a NT, a pesquisadora Arline Arcuri comenta que o documento tem como preocupação promover o uso seguro de nanotecnologias na sua produção e utilização, no sentido de assegurar a saúde e segurança dos trabalhadores e trabalhadoras.

O documento coordenado pela pesquisadora contou com a participação de técnicos da instituição, de especialistas externos, membros de sindicatos de trabalhadores e outros órgãos que compõem o Grupo de Discussão de Nanotecnologia na Fundacentro.

Leia o documento na íntegra

Outros projetos

Jorge destaca o projeto NanoReg, o qual foi criado pela União Europeia com o propósito de coletar e promover estudos sobre nanomateriais. A instituição vem acompanhando essa iniciativa.

Foi informado também sobre Guia da Organização Mundial da Saúde (OMS), lançado no ano passado, sobre “Proteção dos Trabalhadores contra Potenciais Riscos dos Nanomateriais”. O Guia está disponível na versão em inglês, porém, será traduzido por ele, juntamente com a jornalista da Assessoria de Comunicação Social da Fundacentro, Alexandra Rinaldi, em português.

Dando continuidade as pautas, a pesquisadora Arline comenta que em 2017, a Fundacentro e o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (SindiPetro NF) iniciaram um trabalho sobre novas tecnologias e precarização do trabalho.

Publicação

Como parte da discussão, Arline informa que está previsto para ser lançado este ano, o livro Pequeno não quer dizer seguro: nanotecnologia e macro inquietações. A publicação traz 35 artigos que englobam temas voltados aos impactos das nanotecnologias na segurança e saúde dos trabalhadores e meio ambiente.

Participação em evento

Como pauta também foi comentado que os pesquisadores de Santa Catarina, Valéria Ramos Soares Pinto e José Renato Schmidt, que participaram da reunião por videoconferência, ministraram o curso sobre "Conceitos de Nanotecnologia e impactos à saúde dos Trabalhadores", nos dias 20 e 21 de março, na sede do Ministério Público do Trabalho (MPT/SC).

Os pesquisadores informaram que o objetivo do curso foi apresentar os possíveis impactos das nanotecnologias no mundo do trabalho. “O objetivo foi provocar uma reflexão sobre o tema para que possa haver participação cada vez maior dos trabalhadores e profissionais de SST nos rumos que estas tecnologias vêm tendo”, salientam.

Completam que “contribuir para que sejam tomadas medidas no sentido de prevenir acidentes e doenças possivelmente provocadas pela exposição dos trabalhadores a materiais na escala manométrica”.

Participaram do curso procuradores do trabalho, auditores fiscais do trabalho, CEREST, peritos do MPT e médicos do trabalho.

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