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Fundacentro avalia motivação para melhoria da SST

Fundacentro avalia motivação para melhoria da SST

O que motiva os membros da alta administração das empresas a se envolverem ativamente com a melhoria da segurança e saúde no trabalho?

Por ACS/ Alexandra Rinaldi com informações de Rogério Galvão em 16/04/2018

Em busca de respostas, pesquisadores da Fundacentro estão realizando uma pesquisa online (Google Formulários) junto aos dirigentes sindicais no Brasil, tanto dos trabalhadores como patronais. O convite para participação na pesquisa foi enviado por mala-direta a milhares de dirigentes sindicais, os quais estarão enviando suas respostas neste mês de abril.

Esta questão foi inspirada por pesquisa publicada na Austrália na década passada, em que se procurou identificar e avaliar os fatores determinantes na motivação da alta administração, empresários e supervisores para o alcance de bons resultados na segurança e saúde no trabalho.

Segundo o coordenador do estudo, Rogério Galvão, pesquisador da Coordenação de Segurança no Processo de Trabalho, os dirigentes sindicais são atores sociais frequentemente envolvidos em negociações relacionadas com a segurança e saúde dos trabalhadores e podem trazer contribuições importantes. Ele acrescenta que há a intenção de estender a pesquisa para outros públicos-alvos em busca de maior abrangência e aprofundamento das discussões.

Participam da equipe de pesquisa, os servidores José Damásio de Aquino, Luís Fernando Salles Moraes, Marco Bussacos, Mauro Laruccia, Dalton Tria Cusciano e Sergio Antonio dos Santos.

Fatores de motivação e ações futuras

Embora vários estudos nessa temática tenham sido realizados em países centrais, os pesquisadores observam que ainda há um amplo campo a ser explorado no contexto nacional, cujos resultados poderiam agregar elementos para o alcance de políticas públicas mais eficientes, eficazes e efetivas.

No questionário online, as perguntas foram elaboradas com base em 12 fatores principais de motivação, selecionados a partir de revisão bibliográfica. Esses fatores incluem: crenças pessoais ou religiosas para o bem estar comum; obrigação moral para o cumprimento das leis e regulamentos pertinentes; risco de o empreendimento ser fiscalizado, multado ou interditado; risco de sofrer ação de responsabilidade civil ou criminal em caso de acidente do trabalho; redução da alíquota de contribuição obrigatória do Seguro Acidente do Trabalho – SAT; risco de sofrer ação regressiva acidentária de ressarcimento ajuizada pelo INSS; existência de políticas ou diretrizes corporativas; evitar prejuízos imediatos com acidentes (afastamentos, despesas médicas, paralisação da produção, avaria em equipamentos etc.); possibilidade de ocorrer publicidade negativa em caso de acidente; pressão ou recomendação dos trabalhadores e suas representações; recomendação ou expectativa dos acionistas; pressão de fornecedores ou clientes.

Em recente entrevista concedida ao Notícia Pró Trabalho, Galvão conta à jornalista Regina Ramalho que não se pretende com a pesquisa obter respostas definitivas, mas sim, provocar um diálogo com as partes interessadas e trazer subsídios para a melhoria de políticas, planos e programas governamentais, onde a Fundacentro se insere e tem responsabilidade. Acompanhe a entrevista.

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