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Laboratório de Mudanças foi tema do Seminário de Pesquisa

Fundacentro recebe especialistas da Faculdade de Saúde Pública para abordar sobre o tema

Fundacentro recebe especialistas da Faculdade de Saúde Pública para abordar sobre o tema

Por ACS/Débora Maria Santos em 09/10/2017

O Seminário de Pesquisa I da Fundacentro recebeu a especialista em ciências, Amanda Aparecida Silva Macaia e a fisioterapeuta e especialista em Saúde Coletiva e Saúde da Família, Manoela Gomes Reis Lopes, ambas da Faculdade de Saúde da Universidade de São Paulo (USP), que apresentaram “Diagnósticos para a intervenção: contribuições do laboratório de mudanças”, no Centro Técnico Nacional (CTN) da Fundacentro de São Paulo.

Os acidentes de trabalho (AT) desencadeiam agravo à saúde dos trabalhadores, de acordo com dados oficiais, ocorrem 730 mil acidentes de trabalho por ano. Já o número de mortes no Brasil, no período de 2012 a 2016, registrou-se em torno de 13,3 mil.

Diante deste fato, as especialistas informam que o projeto de pesquisa temático: “Acidente de Trabalho: da análise sóciotécnica à construção social de mudanças” foi desenvolvido para testar, avaliar, desenvolver e difundir a metodologia de Laboratório de Mudanças (LM) no sentido de assegurar a vigilância e prevenção de doenças e acidentes de trabalho para a realidade do Brasil.

O projeto conta com o apoio de vários parceiros, como por exemplo, da Faculdade de Saúde Pública (FSP); Fundacentro; Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest); Universidade Estadual Paulista (Unesp); Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e dentre outras instituições.

O Laboratório de Mudanças teve o seu início no final de 2011, parceria entre a Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e a Universidade de Helsinque, na Finlândia. O estudo tem como meta ampliar as pesquisas baseadas na teoria da atividade histórico-cultural desenvolvida no trabalho do psicólogo Lev Semenovitch Vygotsky.

A iniciativa abrange o desenvolvimento e aplicação de um trabalho que visa diagnosticar e reconhecer as questões referentes à organização do trabalho e, a partir disso, sugerir uma proposta de intervenção para prevenir os acidentes de trabalho.

Amanda Macaia e Manoela Lopes comentaram que ao implantar um sistema de atividade coletiva é necessário pensar nos instrumentos que poderão interferir para que possa gerar uma resposta adequada para a melhoria do ambiente de trabalho. “Entender os determinantes de acidentes e saúde no trabalho é complexo, isto porque é fundamental obter um olhar mais amplo que possibilite analisar desde a raiz do problema, bem como os processos de trabalho e a interação”, salienta Macaia.

Completa que é necessário realizar uma análise mais sistêmica. “Mesmo colhendo as informações dos trabalhadores, quem aplica os métodos sãos os especialistas. As mudanças na parte organizacional são mais difíceis de serem implementadas”, frisa Amanda.

O “Laboratório de Mudanças (LM)” é uma ferramenta que já foi implantada em vários países e em diferentes ramos de atividades, de acordo com Amanda e Manoela, a primeira intervenção foi utilizada no Centro de Referência de Saúde do Trabalhador (Cerest) de Piracicaba.

O foco central do LM no Cerest foi de analisar a partir das observações apontadas pelos trabalhadores e dados que foram coletados durante o estudo etnográfico, os quais englobam o objetivo do órgão, fiscalização versus vigilância, linha do tempo, contradições do sistema: quantidade versus qualidade. Em seguida extinguiu-se a separação vigilância e assistência. O passo seguinte foi a criação do modelo ações emergenciais e planejadas, com sala de informação e educação continuada.

Em suma, de acordo com as especialistas, o LM permite a construção do conhecimento e o desenvolvimento de uma visão importante no diagnóstico da relação de trabalho e risco de acidentes. A inclusão de agentes cria um grupo de trabalho que construirá mudanças importantes no replanejamento das situações do cotidiano dos trabalhadores e do ambiente de trabalho.

O seminário ocorreu no dia 02 de outubro, participaram alunos Programa Pós–Graduação da Fundacentro, Mestrado Stricto Sensu “Trabalho, Saúde e Ambiente”, pesquisadores da instituição e público interessados nos temas relacionados às pesquisas na área de segurança e saúde no trabalho.

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