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Queda em altura está entre os principais acidentes fatais na indústria da construção

Robinson Leme

Segundo Robinson Leme o trabalhador que mais se acidenta é o servente

Por ACS/ Fundacentro-DF* em 12/04/2016

O engenheiro Robinson Leme, NCST, ministrou nesta terça-feira (12) o curso “Gestão do Trabalho em Altura (NR-35) no VII CMATIC – Congresso Nacional sobre Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção.

O docente apresentou dados como, por exemplo, a morte de pelo menos 10 trabalhadores na indústria da construção somente em 2010 no Distrito Federal. O ano com maior número de acidentes fatais foi 2011, vitimando 18 pessoas. Segundo Robinson os números têm como fonte a Previdência Social. Os estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo são os que apresentam a maior taxa de mortalidade.

Robinson destacou que entre os acidentes de trabalho que mais matam estão queda em altura, soterramento e choque elétrico. Durante a Copa do Mundo foram registradas 9 mortes, sendo que 4 delas por queda.

De acordo com o engenheiro, o trabalhador que mais se acidenta é o servente, representando 24,8% dos óbitos entre os anos de 2005 a 2008. No mesmo período, as quedas representaram 23% dos acidentes de trabalho.

Em 2010 as medidas de proteção contra quedas – proteção de periferia, plataformas de proteção, andaimes, escadas, rampas e passarelas – foram as mais autuadas nas obras em multas aplicadas por órgãos de fiscalização.

Segundo o docente “as quedas com diferença de nível têm sido uma das principais causas de acidentes de trabalho graves e fatais do mundo, sendo que no Brasil é a principal causa de mortes na indústria. De acordo com Leme, os acidentes de trabalho provocados por quedas em altura na Indústria da Construção estão relacionados principalmente à ausência de proteções coletivas e procedimentos que visem a eliminação do perigo e até a capacitação e treinamento dos trabalhadores envolvidos na atividade.” Robinson complementa que “é comum observarmos trabalhadores com capacitações inadequadas para o desenvolvimento de atividades com o risco de queda em altura ou mesmo trabalhadores bem treinados, porém com recursos insuficientes para a realização desses serviços”.

Robinson apresentou no curso ministrado fotos e equipamentos de segurança a serem utilizados pelos trabalhadores nas obras em altura. Salientou, ainda, a orientação a ser seguida pelos trabalhadores nos canteiros de obras da correta utilização dos equipamentos de segurança.

Ele ainda mostrou números de acidentes fatais também no município de São Paulo, em que apenas no início desse ano foram 3 acidentes fatais, sendo 2 por queda e 1 por desabamento/soterramento. No ano de 2015 foram registrados 9 acidentes fatais e no ano de 2014 pelo menos 10 trabalhadores perderam a vida, envolvendo quedas e também desabamentos e soterramentos.

O ministrante relacionou artigos da Constituição brasileira referentes à segurança no trabalho, como o que trata da dignidade da pessoa humana e os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. O engenheiro ainda citou no curso as convenções internacionais de trabalho que tratam da segurança e saúde dos trabalhadores.

*Colaborador para o VII CMATIC – jornalista Rogério Lisbôa – Reg. Prof. 3222/DF

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