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Nanopartículas de prata

Foto de Cliff - medalha de prata das Olimpíadas de Barcelona (1992)

A prata é um metal que tem sido utilizado - ao longo da história - na fabricação de produtos variados como talheres, panelas, enfeites, bijouterias e até medalhas olímpicas como as da fotografia ao lado. Há mais de 5 mil anos, civilizações antigas já sabiam como fazer sua separação do chumbo. 

Já as nanopartículas de prata utilizadas pela indústria moderna são nada mais que o elemento prata refinado até dimensões nanométricas.

Nanopartículas metálicas, como as de prata, tem propriedades diversas - ópticas e catalíticas, por exemplo -  com campo de aplicações em sensores, conversores de energia e chips eletrônicos, entre outros.

Além disso, a prata é reconhecida medicinalmente por suas propriedades antimicrobianas e é capaz de matar cerca de 650 organismos patogênicos. Os gregos e os romanos usavam a prata - desde a antiguidade - como bactericida e antibiótico. Recentemente, pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) conseguiram - por meio do fungo Fusarium Oxysporum - transformar íons de prata em nanopartículas com forte ação bactericida. Quando a prata é reduzida à escala nanométrica seu potencial germicida é ampliado. A descoberta dos pesquisadores da UNICAMP gerou uma patente.

De acordo com a tecnologista da Fundacentro de São Paulo, Valéria Ramos Soares Pinto, em sua apresentação intitulada "Impactos das nanotecnologias: o caso do uso da prata",  a prata nanométrica é utilizada atualmente na produção de meias e forros de calçados com a finalidade de combater o odor do pé, na fabricação de bandagens que promovem cicatrização, no interior de refrigeradores e containers de armazenamento de alimentos para retardar a deterioração, entre outras aplicações.

Além da utilização do fungo citado acima, existem várias outras maneiras de conseguir sintetizar esses materiais, entre elas, a redução química de sais na presença de estabilizadores, métodos fotoquímicos e redução de íons de prata através da excitação do corante azul de metileno com LEDs (sigla em inglês para Diodo Emissor de Luz).

Contudo, as nanopartículas de prata também podem ser extremamente tóxicas. Alguns estudos tem demonstrado que nanopartículas de prata podem matar células do fígado e do cérebro de ratos. São, portanto, partículas finíssimas que podem romper a membrana das céluas e provocar danos.

Fontes:


Fotografia:

  • Flickr: Foto de Cliff - medalha de prata das Olimpíadas de Barcelona (1992)

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